Atividades presenciais estão suspensas, mas mobilização, não! Dia 18 é dia de defender o serviço público, arma contra o Covid19!

O Sinasefe Monte Castelo comunica a suspensão dos debates previstos para este dia 18 na Reitoria do IFMA e no Campus Monte Castelo sobre reforma administrativa. A atividade faria parte das Mobilizações de Março em defesa da educação e demais serviços públicos.

Além destas, outras atividades que demandem concentração de pessoas também foram suspensas em razão da crise sanitária vivida no país sem precedentes na História recente, dada a responsabilidade e sensatez dos organizadores – sindicatos como o nosso, movimentos estudantis, da juventude, das periferias das cidades, do campo, centrais sindicais e demais organizações sociais que reivindicam, neste momento, o fim dos ataques à Rede Federal de Educação, ao Sistema Único de Saúde, às universidades e demais serviços públicos prestados à nossa população.

Com a urgência da nossa pauta ante medidas propostas pelo governo, como suspensão dos concursos públicos, destruição das carreiras do funcionalismo com violenta redução de salários – consubstanciada no aumento da alíquota previdência que entrou em vigor este mês após a reforma da Previdência, na manutenção de uma tabela extorsiva do imposto de renda, da liberação dos aumentos dos planos de saúde, e ainda das medidas propostas no Congresso como a reforma administrativa e a chamada PEC Emergencial, sendo que esta última já está em tramitação no Senado, não podemos arredar o pé de nossa pauta, que prejudica não apenas os servidores, técnicos e docentes, mas o conjunto da sociedade brasileira, que verá, caso essas medidas não sejam barradas, a crescente decadência dos serviços, com aumento das filas nos postos de saúde, redução de vagas nos institutos e universidades federais, falta de servidores para atendimento nas mais diversas áreas, entre outras graves consequências.

Em razão da urgência do momento, houve diversas reuniões em Brasília no último final de semana, quando ocorreram, por exemplo, encontros do setor da Educação Pública, como a reunião dos setores do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Universidades) e a 162ª Plena do Sinasefe, a qual a Seção Monte Castelo se fez representada. Após estas reuniões, houve Plenária do Setor, da qual participaram, além destas duas organizações, a Fasubra, que representa técnicos da Educação Federal.

Na ocasião, foi reafirmada a manutenção das mobilizações e a greve do setor, tendo sido instalado, no último domingo, 15, o Comando Nacional Unificado de Mobilização e Greve. “O Comando terá como objetivo promover a unidade da classe para que ocorram, em nível nacional, mobilizações que resultem na paralisação de todas as universidades, institutos federais e CEFET do país. Além disso, o grupo atuará na defesa dos serviços e dos servidores públicos; das carreiras e dos direitos do funcionalismo público; e contra a redução da jornada de trabalho com redução salarial; a Reforma Administrativa; e contra os impactos da Reforma da Previdência para a classe trabalhadora”, registrou o Andes SN.

Na ocasião, foi lançado o Manifesto em Defesa da Educação, que pode ser lido ao final desta matéria.

Desafios

Os desafios para a classe trabalhadora, portanto, estão dados: avançar nas mobilizações em defesa dos serviços públicos num momento em que atividades que demandam concentração de pessoas estão temporariamente suspensas, e que, ao mesmo tempo, é preciso, mais ainda, reivindicar a defesa dos serviços públicos, cuja importância a própria crise sanitária atesta, sendo a rede pública a referência para atendimento dos casos que estão se multiplicando pelo país.

Nesse sentido, o Sinasefe Monte Castelo saúda a criatividade da categoria no Campus Açailândia, que resolveu manter as mobilizações deste dia 18, apostando em chamadas nas redes sociais (imagens nesta matéria), compartilhando notícias que atestem a importância e a qualidade dos serviços públicos, como os prestados pelo IFMA, e a importância do Sistema Único de Saúde.

O Sinasefe Monte Castelo conclama toda sua base a fazer o mesmo, evitar propagação de “notícias” não comprovadas sobre a pandemia (nesse sentido, qualquer link de site desconhecido pode e deve ser objeto de dúvida, checagem e comparação com outras fontes de informação), e apostar na defesa dos serviços públicos, compartilhando mensagens que chamem a atenção para este tema, bem como matérias sobre a ameaça que representam medidas como a proposta da reforma administrativa e a PEC Emergencial, que preveem suspensão de concursos, redução de salários em até 25%, suspensão de promoções e progressões e ameaça à estabilidade, que em vez de privilégio como vem sendo dito na verdade é uma garantia da sociedade  a uma prestação de serviço com impessoalidade e sem interferências. Vamos manter, dessa forma, nossas mobilizações em defesa dos serviços, para, ao retornamos à normalidade, avançarmos ainda mais na luta e derrotarmos a tentativa de destruição do patrimônio que é de todos os brasileiros, tão necessário numa hora de crise como a que enfrentamos!

Manifesto em Defesa da Educação lançado em Brasília – leia e compartilhe!