Reformas: contribuição previdenciária dos servidores vai aumentar em breve; novos ataques já estão acelerados via reforma administrativa – confira

Embora o discurso oficial seja de que a reforma que ataca direitos do funcionalismo público federal chamada reforma administrativa seja direcionada a  novos servidores, nela está prevista regra de transição para atuais, impondo dificuldades a licenças e gratificações e acabando com as progressões por tempo de serviço, além da redução do número de carreiras, endurecimento das avaliações que podem levar a exonerações e implicar também no enfraquecimento do princípio da impessoalidade, expondo o avaliado aos humores do avaliador. Para os novos, fim da estabilidade e redução do salário de entrada.

As propostas seguem o receituário do Banco Mundial, que praticamente ditou as regras da reforma, em mais uma mostra da submissão do atual governo ao receituário colonial.

Além disso, vale lembrar que os atuais servidores também podem ter sua estabilidade extinta através do PL 116/2017, que tramita no Senado em regime de urgência, aguardando ir a Plenário.

Tal como na reforma da Previdência, o Sindicato faz o alerta urgente de que é preciso somar forças desde já para resiste a mais esse ataque.

No caso da reforma da Previdência, após aprovada no Congresso, logo em breve o aumento da contribuição previdenciária dos servidores será duramente sentida, como um dos efeitos mais imediatos desse ataque os direitos, numa redução de salários indireta. Também vale lembrar que o Sindicato sempre alertou da importância da participação nas mobilizações para barrar esse ataque.

Caso não haja resistência massiva contra a reforma administrativa, já anunciada pelo presidente da Câmara Rodrigo Maia como prioritária, novos direitos serão varridos dos trabalhadores do serviço público, ataque esse fortemente anunciado justamente no Dia do Servidor, como podem ser conferidas nas diversas matérias com links a seguir.