Há 51 anos, a ditadura assassinava Edson Luís Lima Souto: lembrar para não repetir. Edson Luís, presente!

Não à toa o Grêmio Estudantil do IFMA Campus Monte Castelo leva o nome de Edson Luís.

Em 28 de março de 1968, o estudante levava um tiro à queima-roupa no peito, disparado pela PM.

Benedito Frazão Dutra, também estudante, morreu dias depois no hospital, pelos mesmos motivos. Outros cinco ficaram feridos à bala.

As mortes ocorreram no Restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro, ambiente frequentado pelos estudantes em razão do preço acessível da comida servida.

Entretanto, os estudantes se revoltaram com a alta do preço da alimentação, e iniciaram um protesto duramente reprimido pela polícia, culminando com as mortes.

O assassinato de Edson Luís durante a ação chocou o país e fortaleceu a resistência e as contestações ao regime ditatorial, que, por sua vez, acabou por editar o AI-5 em dezembro daquele ano. O sepultamento do estudante foi transformado num grande ato contra a ditadura (foto).

Ante o aumento dos protestos, responderam com o aumento da repressão.

A História não pode ser esquecida, apagada, nem deturpada, nem esse tipo de crime ter sua celebração estimulada pelo presidente da República – que aliás, foi hoje proibido pela justiça de comemorar o golpe de 1964: atendendo pedido da Defensoria Pública da União, a 6ª Vara Federal em Brasília proibiu as celebrações criminosas (como classificou o Ministério Público Federal em Nota) ao golpe.

Por memória, justiça, verdade e reparação:

Edson Luís e Benedito Frazão, presentes!

Ditadura Nunca Mais!