IFMA volta a insistir em tentar expulsar a seção sindical do Campus Monte Castelo

Em Ofício datado de 28 de dezembro de 2018 e recebido pelo Sinasefe Monte Castelo em 7 de janeiro, a Direção do Campus Monte Castelo volta a dar prazo para que o Sindicato desocupe a sala na qual hoje recebe seus filiados, na Sede do Campus.
A instituição dá o prazo de noventa dias a partir do recebimento da comunicação para que o Sindicato deixe o espaço.

No documento enviado à Seção Sindical no qual tenta explicar sua decisão, o IFMA revela uma interpretação anormal da decisão judicial que ampara a permanência do Sindicato no local onde hoje está: segundo a comunicação da Diretoria do Campus, a tentativa de expulsão “é resultado de decisão judicial”.

Ao contrário do que diz, entretanto, o que há é a liminar sobre a primeira tentativa de expulsão, em 2017, na qual a 5ª Vara Federal de São Luís determina a manutenção do Sindicato no espaço e classifica as motivações para a retirada de “equivocadas”. Não há decisão posterior que tenha anulado essa posição.

Interferência na organização sindical dos trabalhadores:

No documento no qual procura explicar sua posição contrária ao Sindicato, a Administração do Campus extrapola sua atribuição, buscando intrometer-se na organização dos trabalhadores do IFMA através de seu Sindicato.

Nesse comunicado, a Diretoria Geral do Campus sugere ao Sindicato que solicite “espaço em outros Campi; ou mesmo, custeie um espaço próprio, em respeito aos valores arrecadados junto a seus filiados”, como se tivesse competência para dizer como os servidores devem administrar seu patrimônio coletivo ou, pior, fazendo ilações sobre a administração desse patrimônio, como se a diretoria eleita não respeitasse “os valores arrecadados junto a seus filiados”.

Além de reivindicarmos respeito à ordem judicial e à ocupação pacífica e sem perturbação à Administração de uma sala do campus que se encontrava abandonada tanto pela Administração Superior quanto pela Diretoria Geral, exigimos respeito à organização dos trabalhadores e àqueles que eles escolheram para lhes representar à frente do Sindicato.

Como dissemos, esse era um espaço, como vários outros, como indicamos à Diretoria Geral, que estava ocioso dentro das instalações do Monte Castelo. Bastou os trabalhadores, de forma organizada, e então com a concordância documentada da Administração, dar-lhe vida, ocupando-a com a presença dos servidores, para que crescessem os olhos sobre o local, desde então reivindicado pela Diretoria e pela atual Reitoria. Para cumprir suas ambições, a Administração buscou parecer junto à Procuradoria do Instituto, como se a peça fosse o suficiente para validar seus intentos, mesmo ante uma decisão judicial.

A Seção Monte Castelo vem expor à sua base e demais interessados esse tipo de atitude, e conclama os servidores a se juntarem em solidariedade ao seu Sindicato, que, ante uma conjuntura nacional tão complexa e delicada, ainda tem que fazer frente a ataques domésticos tão mesquinhos, numa hora em que precisamos somar forças para resistências mais urgentes, como a defesa da existência do nosso próprio Instituto e a defesa da Educação Pública.

Foto: Arquivo Sinasefe Monte Castelo