Resistir e Unificar:Nota do Sinasefe Monte Castelo sobre a greve dos caminhoneiros e o tratamento “diferenciado” aos trabalhadores do IFMA pela gestão

O assunto que ocupa as principais manchetes jornalísticas no momento é a greve dos caminhoneiros, iniciada na última segunda-feira (21/05) contra a política de aumento dos combustíveis adotada na Petrobras pelo governo Temer. Direção do SINASEFE MONTE CASTELO vem a público repudiar a ação discriminatória no âmbito do IFMA em suspender as atividades somente do corpo acadêmico, impondo aos servidores técnico-administrativos a árdua tarefa de se submeter a sacrifícios desumanos na tentativa de deslocamentos, muitas vezes impossível, na falta do transporte público adequado e de combustível disponível àqueles que possuem veículo particular.

Resistir e Unificar: apoio aos caminhoneiros trabalhadores em greve. Fazer diferença frente aos empresários do setor de transporte.

A greve dos caminhoneiros expressa as consequências da política antipopular do governo golpista. O preço abusivo do combustível é fruto do aprofundamento da política de desmonte da Petrobras levada a cabo por Temer e seus lacaios. A política de preços do governo entreguista consiste em exportar o óleo bruto retirado em nosso país para ser refinado no exterior, encarecendo a produção e diminuindo o uso das refinarias do Brasil. Tudo isso se faz sob os aplausos das grandes petrolíferas e do núcleo duro do capitalismo internacional que vê cada vez mais próximo o momento de arrematar toda a Petrobras a preço de banana. Isso é o que está por detrás da recusa do governo em modificar a política de preços, não querem recuar um milímetro de sua política privatista e entreguista.

Apesar dos ataques da mídia, grande parte da população está demonstrando solidariedade a esse movimento, uma vez que também sente na pele os efeitos dessa política perversa, como se pode notar no encarecimento geral da vida, com o aumento do gás e de produtos básicos da mesa da família brasileira.

A recente ordem emitida por Michel Temer ordenando a repressão ao movimento grevista mostra, de maneira clara, o caráter truculento e antidemocrático desse governo. Após ter negociado com setores do empresariado dos transportes o fim da greve, as contradições internas do movimento estão levando os caminhoneiros a permanecerem em luta.

A categoria dos caminhoneiros é grande e complexa, assim como sua mobilização apresenta os limites e as contradições de um setor acompanhado de perto pela direita e pelas classes dominantes, que sabem muito bem de seu peso estratégico. Por isso, a necessidade de nos solidarizarmos, debater politicamente e acompanharmos de perto essa categoria, sob pena de a deixarmos totalmente suscetível à política do empresariado e da direita, que já atua claramente no sentido de instrumentalizar a sua luta.

Nesse sentido, o SINASEFE repudia as medidas de repressão ao movimento, assim como se solidariza com essa importante luta, que deve caminhar no sentido de buscar uma real alternativa aos problemas da categoria e dos trabalhadores brasileiros.

Orientamos toda nossa categoria a prestar solidariedade nesse momento difícil. Para tanto, devemos estar unidos com as Centrais Sindicais e os movimentos em luta na perspectiva de construir um Dia Unificado de Luta que construa uma Greve Geral. Seguiremos na luta combatendo as truculências do governo golpista e defendendo a imediata revisão da política de preços da Petrobras, a regulação nos preços da gasolina, diesel e gás de cozinha, o monopólio estatal na exploração do pré-sal e a estatização plena das empresas estratégicas como a Petrobras.

Por fim, ressaltamos que em diversas regiões do Brasil o acesso aos nossos postos de trabalho tem sido dificultado e por isso tem ocorrido suspensão das aulas. No entanto, em atitude persecutória e descabida, alguns locais têm exigido a presença dos técnicos-administrativos, mesmo em locais que não haverá aulas. Tal exigência é totalmente desproporcional e fora da razoabilidade legal esperada.

O IFMA, por ser autarquia federal possui autonomia administrativa. Não tem por que ficar a reboque de outras instituições como UFMA  e UEMA, pelo fato de terem liberado somente seus docentes das atividades acadêmicas.

Repudiamos essa posição e advertimos que o SINASEFE MONTE CASTELO tomará as medidas políticas e jurídicas contra mais esses ataques. Docentes e técnicos não podem ser punidos e/ou responsabilizados por serem impedidos de chegar ao trabalho.

Fortalecer as nossas lutas enquanto categoria e classe! Essa é a tarefa fundamental do momento!

Fora Temer e Pedro Parente!

Pela mudança imediata da política de preços da Petrobras!

Trabalhadores do mundo, uni-vos!

A luta dos caminhoneiros pode impulsionar a resistência dos trabalhadores!

Construir as lutas unitárias rumo à greve geral!

DIREÇÃO DO SINASEFE MONTE CASTELO